quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A ditadura do carro

... no espaço urbano


"~Não é a distância que faz a demora, mas o trânsito. Todos decidem ir ao mesmo local e ao mesmo tempo. Ou melhor, as pessoas não decidiram, foram obrigadas. Todos os dias elas são empurradas na estrada da rotina. O asfalto do cotidiano esta esburacado pelo tédio e marasmo do cinza paulistano. Nosso destaque ainda esta dentro do ônibus. Ao lado, um motorista estressado dentro de uma bolha de ferro. O ar condicionado, a música, o celular, tudo isso não é suficiente para tirar aqueles tantos motoristas com os mesmos “privilégios” que estão a sua frente.

A cidade esta impraticável. A sede da industria automotiva bebeu os últimos resquícios de um local de sociabilidade. Transformou tudo em passageiro. Nossos amigos, nossos vizinhos, nossas lembranças... Tudo vem e vai de carro.

Dentro do ônibus, nosso herói busca uma explicação para aquilo. Seus filhos que ainda dormem nunca entenderam porque o pai sai tão cedo. O lazer não há. No final de semana ele esta tão cansado que não agüenta pegar mais trânsito para levar seus filhos ao parque~.

Esse relato que parece um romance, na verdade, é o dia-a-dia de muitos na cidade de São Paulo. O presente trabalho busca entender como esse quadro foi traçado. Qual a influência do automóvel na vida cotidiana? Transporte, locomoção, diversão, consumo, trabalho... A partir das quatros rodas, o trabalho viaja por todos esses temas da sociologia urbana."


Davi Agathocles

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2 comentários:

Xiitzzzz disse...

é o apocalipse motorizado, Trafani!!! hj voltou a vigorar o rodízio de veículos em São Paulo, mas o caos continua...
abraços!
http://sheppadeingratu.blog.terra.com.br

Deborah disse...

Esse relato parece e é um romance,infelizmente composto por personagens que sofrem com a poluição ou congestionamentos.Mas também pode ser denominado de drama...ainda bem que nós, não apenas atuamos, mas refletimos sobre essa história.